Eu preciso realmente disso

Eu preciso realmente disso: A pergunta que vale 1 Milhão

Eu preciso realmente disso? Essa talvez seja a pergunta mais importante de ser feita ao comprar/adquirir um produto ou serviço, mas que infelizmente é pouco praticada por grande parte dos consumidores.

Tudo isso, porque já adquirimos tantas coisas na flor do entusiasmo e quando chegamos em casa nós arrependemos, não é mesmo? Essa frustração ocorre principalmente por não termos avaliado melhor com a razão, mas, somente impulsionados pela emoção, adquirimos coisas que não precisávamos ou que não estavam dentro de nosso Contexto ou Projetos de Vida, portanto, não é errado comprar supérfluos, que dão sabor a vida, mas combata com veemência os desperdícios.

Essa pergunta, porém, não é só importante para avaliar nossa condição financeira diante do cenário atual, mas também tem haver com os aspectos socioambientais. Um exemplo disso seria porque trocar de aparelho celular a cada seis meses e jogar fora o “antigo” poluindo o meio ambiente? Será que a tecnologia desse aparelho antigo está tão defasada assim da versão mais recente ou será que eu continuo utilizando o celular para receber ligações, mandar mensagens, torpedos ou utilizá-lo apenas como um simples despertador? Questão de status social, de estar “antenado” com as novas tecnologias ou de simplesmente desprezar prioridades que deveriam estar em meu radar e que serviriam de guia para a realização de meus Projetos de Vida? Será que uma pessoa com menos possibilidade do que eu teria outras necessidades básicas mais importantes ao invés de fazer um upgrade em seu aparelho?

Para que possa ser mais racional diante de uma suposta oportunidade de aquisição separamos alguns questionamentos que precisam ser feitos antes de ir de cabeça às compras, relacionados de maneira bastante simples através de um jogo de palavras denominadas: QUE – ME – PRE – PO – DE, ou seja,Eu QUEro? Eu MEreço? Eu PREciso? Eu POsso? E por último, Eu DEvo?.

Vamos detalhar cada um:

QUE de QUERO – Querer é o primeiro sentimento que temos para desejar algo, mas nem sempre querer é poder. É uma das perguntas mais fáceis de serem respondidas e que quase sempre acabam em um sonoro “SIM”;

ME de MEREÇO – Merecer, com certeza você merece, pois trabalhou duro durante todo o mês e precisa ser recompensado não é mesmo? Será mesmo ou é uma falsa percepção da realidade?

A partir daqui as perguntas começam a ficar mais seletivas e difíceis de serem respondidas, mas de extrema importância para evitar deslizes que possam afetar o seu Planejamento Financeiro Pessoal e Familiar.

PRE de PRECISO – Será que eu preciso disso realmente? Preciso disso agora ou poderia esperar e fazer uma poupança para realizar essa compra à vista e com desconto? Será que eu não tenho algo que possa ser aproveitado e reutilizado evitando um gasto desnecessário?

PO de POSSO – Será que eu posso e tenho condições de assumir mais esse compromisso? Será que as minhas dívidas já não ultrapassam 30% de minha receita mensal? Será que não tenho algo semelhante em meu guarda-roupa ou que comprei, mas nunca usei?

DE de DEVO – Eu devo realmente adquirir isso ou será que eu tenho outras coisas mais importantes que podem afetar meu Planejamento Financeiro futuro como a compra de um imóvel, a faculdade e intercambio dos filhos ou a minha aposentadoria?

Diante disso, se uma dessas respostas for NÃO, pense, repense, dê um prazo de 24 à 48hs para tomar sua decisão, pois aquele eletrodoméstico ou aquele tão cobiçado par de sapatos novos não sairá correndo da loja simplesmente porque você adiou sua compra por mais alguns dias. Infelizmente muita gente se empolga com palavrinhas como: Promoção, Liquidação, OFF, Desconto de X %, etc. e acabam se iludindo, trocando os pés pelas mãos, IMAGINANDO, que estão fazendo um excelente negócio, enquanto pagam altíssimos juros de seus cheques especiais ou dos rotativos de seus cartões de crédito. Uma liquidação ou uma promoção só é boa, quando a oportunidade encontra os recursos financeiros poupados para a ocasião, senão, comprar coisas que não precisa com o dinheiro que não tem pode ser uma péssima decisão para o seu bolso e para seu futuro financeiro.

Abraços, prosperidade e sucesso sempre!

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2 Comentários

  1. Felipe Fernando
    10 de julho de 2015

    Ótimo texto. Dizem que se não houver consumismo o comercio para e o contrario também acontece. Quantas empresas não faliram porque os consumidores compraram demais a prazo e não deu conta de pagar ao final quem fica com prejuízo é o empresário.

    Responder
    • 10 de julho de 2015

      Realmente Felipe, é um fato.. precisamos estar atentos para não sermos vitima de uma sociedade que consome mais do que realmente precisa..

      Abraços…

      Responder

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